quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Cerveja com classe

A badalada cervejaria artesanal italiana Baladin chega ao Brasil com onze rótulos gourmet

por Davi Goldman* - iG




                                                       Foto: Divulgação
Especialidades do mestre cervejeiro italiano Teo Musso, da Baladin, chegam ao Brasil
Nós brasileiros vivemos uma situação estranha, paradoxal. Gostamos muito de cerveja, mas precisamos aprender a gostar melhor, valorizar a qualidade e não apenas a quantidade. Felizmente, nosso gesto cotidiano de beber, em geral, cerveja pilsen quase congelando — podendo apreciar pouco do aroma e complexidade gustativa — vem mudando.
Na última década, acompanhando a multiplicação de microcervejarias por todo o País, houve um crescimento do consumo de produtos selecionados, mais interessantes do ponto de vista gastronômico.
Muitos restaurantes organizaram cartas de cerveja e harmonizações começaram a ser sugeridas. Importadoras, empórios, mídia especializada, todos vieram unidos nessa cruzada pedagógica: educar o gosto dos consumidores e mostrar como a cerveja pode ser fruída em possibilidades diversas, deixando os apaixonados mais embevecidos ainda.


                                                            Foto: Divulgação
A cervejaria Baladin, da pequena cidade italiana de Piozzo, incrementa o mercado de rótulos premium
Motivo para otimismo, são muitas as boas notícias. A última delas foi a chegada das criações do mestre cervejeiro italiano Teo Musso, da Baladin (pronuncia-se “baladã”), um dos responsáveis pelo crescente movimento das cervejas italianas artesanais, que tem chamado a atenção em todo o mundo.
Onze dos mais cobiçados rótulos da “birreria” da pequena cidade de Piozzo, encravada em pleno Piemonte, região consagrada pelos aristocráticos vinhos Barolo, estão sendo trazidos, agora, ao Brasil pela importadora Tarantino.
São várias opções e receitas diferentes, com personalidade e toques primorosos de exotismo no paladar.
O destaque entre as cervejas leves fica com a Isaac (5% de álcool), uma Witbier ligeira e de espuma cremosa. Feita com trigo, é fácil de beber, refrescante e leve, bastante frutada, marcada pela presença cítrica de casca de laranja. Indicada para acompanhar aperitivos, frios e peixes.
Na outra ponta, a das cervejas encorpadas, merece atenção a Nöel (9% de álcool), uma Belgian strong ale, escura e de aspecto licoroso, persistente e tostada, sem contudo, ser pesada. Suas notas de cacau, café, especiarias, frutas secas e toffee, combinam bem com sobremesas, inclusive às de chocolate. Garrafas de 750 ml saem por R$ 60,00 em empórios, R$ 80,00 em bares.
Para quem quiser celebrar ainda mais os exercícios de degustação e prazer, também estão disponíveis os três rótulos da exclusiva série Xyauyù (pronuncia-se “xiáuiu”): argento (com boa acidez), oro (frutada, lembrando vin santo) e fumè (de sabor defumado, longamente infusionada com o chá chinês Lapsang Suochong), todos com 14% de álcool. A inspiração para essas “cervejas de meditação” vem dos vinhos de Jerez (Espanha) e do Porto  (Portugal). São adocicadas e licorosas, devendo ser consumidas como um bom licor, em pequenas doses capazes de despertar emoções. Preço: garrafas de 500 ml, de R$ 150,00 a R$ 200,00.

Serviço:
Importadora Tarantino
R. Fernão Dias, 110, São Paulo, SP
Tel: (11) 3093-0916

(*) Davi Goldman é pesquisador da cultura e história da gastronomia e coordenador do curso Alta Gastronomia, na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP)

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