quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Viagens de luxo

A cumplicidade entre o viajante e a viagem pode deixar qualquer momento muito mais especial

Silvio Passarelli - Mercado de luxo

Viajar é entregar-se a novas situações e experiências
A indústria do turismo, à semelhança de outros segmentos da economia, também possui um pequeno setor que passamos a denominar turismo de luxo. Este representado por um conjunto de viagens, hospedagens e passeios qualificados, demandados por consumidores de elevado padrão econômico e cultural.
Nele, todos os detalhes devem ser rigorosamente planejados. Além da escolha do meio de transporte adequado, deve oferecer um receptivo de qualidade com um bom automóvel nas cidades de destino, hotéis confortáveis e bem localizados. Afinal, o viajante do segmento quer aproveitar a viagem integralmente.
No passado, as viagens de luxo adotavam roteiros tradicionais: grandes capitais europeias e Nova York. Hoje, o viajante deseja viver experiências inusitadas. Roteiros marcados pelo exotismo, sustentabilidade e contato com novas culturas. Sempre com muita segurança e conforto.
Se a viagem é um momento de relaxamento, as preocupações precisam ser afastadas a qualquer custo. A tecnologia, por outro lado, vem facilitando significativamente as coisas. Há 15 anos, por mais sofisticado que fosse o viajante, era preciso reservar um espaço durante o dia para passar companhia telefônica local para conectar-se com a família, os amigos etc. Hoje, na ponta dos dedos, recebe e realiza chamadas telefônicas, e-mails, dados e está conectado com todas as ferramentas das chamadas redes sociais.
É viajar sem perder a conectividade ou, se desejarem, com a possibilidade de superpor o mundo do trabalho, da família e do lazer.
Este é um mercado que vem crescendo em proporções significativas. Já existem empresas especializadas em atuação exclusiva em um ou outro nicho deste mercado. Só luxo, só história, só sustentabilidade, só moda etc. Com preços ligeiramente superiores às agências tradicionais, oferecem um mergulho mais profundo no segmento, além de exclusividade e sofisticação.
Nunca é demais lembrar, no entanto, que o sucesso de uma viagem não está apenas nos aspectos materiais da oferta e, sim, na cabeça do viajante.
Para aproveitar bem uma viagem é necessário um olhar poético sobre a experiência, procurando extrair nuances que um olhar mais superficial não consegue oferecer.
Minha última viagem foi a negócios, para Portugal, um país que eu já conhecia de Norte a Sul. Apenas quatro dias de intermináveis reuniões com colegas portugueses e brasileiros para firmar uma parceria.
Almoços, reuniões, jantares. Muita conversa e alguma diversão.
O ritmo contagiante do trabalho onde, até um simples café no intervalo de uma palestra, pode representar um mundo de possibilidades. Acreditem, por estar com espírito de viajante, eu vi uma cidade diferente. Mais colorida e com uma brisa que o verão europeu não possui.
Viajar é isto. É entregar-se a novas situações, viver novas experiências. Na poltrona do avião que me trouxe de volta a São Paulo, não pude deixar de pensar na necessária cumplicidade entre viajante e viagem.




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