quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Micos de viagem


Estava lendo a revista Viagem e Turismo de agosto, e li um texto bem divertido sobre micos de viagem. Aliás, adoro ler sobre eles… por mais que no momento em que algo acontece dê muita raiva, depois são as histórias que rendem as melhores risadas!

 Queria saber alguns micos de vocês! Quem tiver histórias engraçadas de viagem para contar, coloque nos comentários. Enquanto isso, divirtam-se com o texto do J. Pinto publicado na VT:
O mico em uma viagem é algo que nos engrandece. Você só se torna um ser humano completo depois de encarar uma situação constrangedora. Comigo aconteceu o seguinte: Paris, novembro de 1975. Eu na Praça Pigalle, onde as casas de cancã e os lupanares fazem a alegria da Europa.
Em frente a um desses locais, a francesa, nem feia e nem bonita, me convida para um drinque. Eu entro. Solidão, primeira vez em Paris, a possibilidade de encontrar um amor eterno… Os homens são capazes de atos os mais estúpidos.
O local estava escuro. O chão, mofado. Eu segurava firme a minha mochila verde. Não via direito o rosto dela. Mas o nome era Michelle. Falamos sobre música. Veio o primeiro champanhe – antes que eu pedisse. Dez minutos depois, o segundo. No terceiro eu dizia: “oh, mon Dieu”. E ela: “Oh, mon devil”. A coisa começou a ficar estranha quando eu parei de tomar champanhe e, ainda assim, ele continuava pipocando na mesa.
“Vou embora”, falei, com o coração partido. “Não sem antes pagar”, respondeu Michelle, subitamente transformada na madrasta que espancava Edith Piaf. A conta: 1.700 dólares. Eu havia sido, percebi, vítima de um golpe. Me senti enganado. Era tudo encenação de Michelle. Ameacei chamar a polícia. Depois de um pouco de conversa, deixei 400 dólares e voltei para o meu hotel. Se aprendi a lição nesse mico? Claro. A Pigalle é um dos lugares menos indicados do mundo para tomar champanhe. Ainda guardo o cartão de Michelle.

Autora: Patricia Belotti - www.blogdastellabarros.com.br

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