quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A ÁFRICA INDIANA

O motorista encosta o carro diante da escadaria de acesso. De dentro do edifício de arquitetura imponente, um jovem de pele canela se aproxima, junta as palmas das mãos e reverencia o visitante recém-chegado. Toalhinhas umedecidas na bandeja, um sincero ‘bem-vindo’ companhado de um coquetel colorido de sabor adocicado, e o forasteiro já se sente em casa.
A recepção distinta até parece extraída de alguma boa fábula indiana sobre príncipes e palácios. Não é, mas bem que poderia ser.
Assim começa a viagem dos que se hospedam no The Residence Mauritius, na Ilha Maurício, paraíso turístico isolado, em pleno oceano Índico, a 2.000 km da costa africana. Inaugurado há 10 anos, o hotel guarda o mesmo frescor da época das construções coloniais de outrora. Não só por conta de seu lobby de desenhos aristocráticos e decoração de tons asiáticos, mas pelos jardins tropicais, pelo jogo de luzes internas que brinca de ocultar ou revelar cada uma das linhas daquele edifício palaciano e pelas funcionárias envoltas em saris de seda e homens vestidos com calças e coletes de linho cru.
No entanto, todos esses detalhes se tornariam apenas minúcias inúteis se não fossem acompanhados do melhor da ilha: os mauricianos.
Durante seus dias de hospedagem, o hóspede será cumprimentado com o mesmo gesto sagrado do desembarque, como em uma típica e respeitosa saudação budista. Basta cruzar com um dos funcionários do hotel, das sorridentes mulheres da limpeza ao gerente geral, para ver repetir-seaquele encontro das mãos.
No final de cada jornada, que pode ser recheada de passeios em catamarãs pelo azul exagerado do Índico ou saídas a cavalo pela areia branca da praia, um mordomo bate à porta, pede licença para entrar e começa a preparar o quarto para a noite que vai chegando: ajeita os lençóis, desarma a tela fina de proteção ao redor da cama e ainda tem tempo para dar explicações sobre o uso de algumas tecnologias simples que confundem o hóspede.
No restaurante, a história se repete. Mas no lugar do silêncio discreto do mordomo, o maître recepciona os comensais como se um velho amigo ilhéu lhe recebesse com a mesa posta e as velas acesas. As palmas das mãos se juntam, novamente, as mesas são indicadas de acordo com a preferência (e o perfil) do comensal, uma ou outra pergunta discreta sobre o dia do viajante e só. Do resto, é só se entregar à fusão de sabores e texturas da culinária provençal do The Verandah, ao redor da piscina, ou ao buffet de comida crioula do The Plantation.
Essas e outras inspirações vem de terras asiáticas, mas nem precisava ir tão longe. Maurício,
ilha de origem vulcânica, já foi habitada por árabes, portugueses, franceses e alemães. Mas foram os indianos, que começaram a chegar à região para trabalharem nas plantações de cana-de-açúcar, no século 19, os responsáveis pelos sotaques e aromas daquelas terras. Inglês, francês e comida com muito curry são algumas das ‘línguas’ oficiais da ilha.
Já nos primeiros minutos sobre solos mauricianos, o viajante é capaz de jurar que esembarcou no lugar equivocado. Nova Délhi ou Bombai, arriscariam os mais deslocados. Mas quando as primeiras imagens vão dando o tom cromático ao trajeto até o hotel, a certeza é única: você acaba de chegar a Maurício.
O destino fez fama entre agentes de viagens e viajantes exigentes por conta de suas praias de tons azulados e areias finas, mas é impossível não se curvar diante da espiritualidade e beleza das atrações turísticas. Basta dar uma volta por essa pequena ilha de 65 km de comprimento para ver que a Ásia está não só em cada detalhe do The Residence, mas também nas atrações que fazem do lugar um dos destinos mais cobiçados da costa leste africana.
Templos religiosos em homenagem a Hare Krishna, mercados populares que exalam o melhordaquelas terras distantes e até um lago sagrado, no melhor estilo rio Ganges, onde mulheres de roupas brilhantes lançam pétalas de flores amarelas sobre as águas escuras do Grand Bassin que rodeiam a estátua de expressão serena de Shiva.
E para provar o talento multicultural desse território, em que igrejas e templos hindus chegam a dividir a mesma rua, Maurício ainda consegue abrigar atrações de sotaques ingleses, como a capital Port Louis e o Forte Adelaide, de desenhos franceses, como o imperdível Botanic Garden e suas mais de 650 espécies vegetais, e uma casa colonial do início do século 19, conhecida como Eureka, que reúne objetos e móveis dessa e de outras culturas que fizeram de Maurício a mais internacional das ilhas africanas. Experiências imperdíveis oferecidas pelo The Residence:
 − Quartos amplos com até 164 m² e atendidos por mordomos que desfazem as malas dos hóspedes e organizam suas roupas em folhas de seda;
− Praia exclusiva com serviço de bar na areia;
− Buffet com pratos internacionais no restaurante
The Plantation, um típico casarão de fazenda construído sobre as areias da praia Belle Mare;
− Discretos shows de música ao vivo no The Verandah;
− Massagens com técnicas inspiradas nas antigas terapias asiáticas, no SPA The Sanctuary;
− Check-in e despacho das malas ainda na recepção do hotel;
− Inspiradores casamentos organizados pelo próprio hotel e realizados em áreas exclusivas como jardins e praias.

O jornalista viajou com o apoio da Mauritius Tourism 
Promotion Authority (www.mauritius.net) e do hotel The Residence (www.theresidence.com/mauritius)
Fonte: www.coolmagazine.uol.com.br

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